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Notícias do Esporte
Publicada em 19/11/2013.

'Campeãs de tudo', meninas do Brasil afastam rótulo de seleção imbatível

Com cinco títulos e apenas uma derrota no ano, equipe festeja temporada, mas o técnico Zé Roberto pede calma e evolução: 'Não podemos achar que está tudo bem'

O rótulo é justificável. Se o esperado era um ano instável, cinco títulos, 35 vitórias e apenas uma derrota fizeram a seleção brasileira ganhar ares de imbatível. No início da manhã desta terça-feira, as meninas desembarcaram em São Paulo com o título da Copa dos Campeões e a sensação de uma temporada perfeita. Mas, no início de um novo ciclo olímpico, a equipe de José Roberto Guimarães afasta a soberba e diz que ainda há muito a ser feito rumo 2016.

- Foi um ano maravilhoso, precisamos agradecer a Deus por tudo o que conseguimos fazer esse ano, como resultado, poucas contusões... Vai ser um ano inesquecível, que devemos guardar para sempre como parâmetro. Em todas as competições, nos apresentamos muito bem. O time foi se ajustando diante das dificuldades. Isso foi uma característica muito forte, jogando contra as melhores seleções do mundo. Foi um time comprometido. Mas não nos sentimos imbatíveis. Nós encerramos o ano como a melhor seleção de 2013, mas passamos apertados. Passamos apuros em alguns jogos. Não podemos achar que está tudo bem, precisamos continuar evoluindo – afirmou o treinador, que ainda espera a evolução de algumas jogadoras.

Capitã da seleção, Fabiana saiu da Copa dos Campeões como a melhor jogadora da competição. A central também afirma que, apesar dos títulos, a equipe ainda pode evoluir.

- O povo fala que foi um ano quase perfeito, mas, para mim, foi perfeito. Sabemos a dificuldade, a luta no dia a dia. A equipe tá de parabéns. A gente não se acomoda, sempre tenta evoluir. Todas as seleções estão testando. Temos o pé no chão, sabemos que ainda temos de correr muito. No ano que vem, vamos ter Mundial. Vai ser complicado.

Uma das mais experientes da seleção, Fabi afirma que as conquistas em 2013 valem como gás para o início de um novo ciclo olímpico. Para a líbero, o maior feito da equipe foi ter se mantido constante.

- Começamos o ano de uma maneira e terminamos da mesma maneira. O ano pós-olímpico é um ano que se testa muito, nunca sabemos o que pode acontecer por conta do desgaste do ano anterior. O que se espera, de repente, é de um ano não muito constante. Mas o que aconteceu foi o contrário. Foi mais ou menos parecido com o que aconteceu nos últimos dois ciclos olímpicos. Perdemos algumas jogadoras, mas conseguimos manter o nível e seguir vencendo. É importante para iniciar uma caminhada que vai ser árdua até 2016.

Natália concorda. A ponteira acredita que o Brasil soube lidar com a pressão de ser o time a ser batido após a conquista do ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano passado.

- Foi um ano muito importante depois de um ano que conquistamos o bi olímpico. Sempre temos essa pressão de ser o time a ser batido. Acho que foi um ano de muito comprometimento.

Titular da equipe na Copa dos Campeões, Fabíola ressalta a dificuldade encontrada pela equipe em alguns jogos. A levantadora, no entanto, ressalta a concentração da seleção.

- A seleção foi impecável. Fazer 36 jogos e perder só um não é para qualquer seleção. Sempre esperamos uma dificuldade, todas as seleções querem ganhar do Brasil. Mas não nos sentimos imbatíveis. Tivemos alguns jogos muito difíceis. Não nos vemos assim, temos de entrar muito concentradas.
fonte/foto: G1.com/globoesporte/volei

 

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